quarta-feira, 27 de outubro de 2010

pordenone

depois de me instalar, viajei para pordenone, na itália, para a "giornate de cinema muto". lá encontrei o já citado rodrigo, mateus (amigo do rio e de trabalho), lila (amiga de são paulo) e carlos roberto (cinemateca brasileira de são paulo). conhecemos um monte de gente também, inclusive uma argentina com sotaque americano (vive lá há 10 anos) que ficava tentando falar coisas em português, muito engraçada.
tinha filme o dia inteiro (das 8 e meia da manhã até depois da meia-noite), então geralmente você tinha que escolher ver filmes, dormir, comer ou viver - quase sempre escolhíamos a primeira opção.
pordenone é uma cidadezinha muito bonita e fica perto de veneza - apesar de estar tão perto, não consegui nem ver a cara de veneza (ridículo: fiquei do outro lado do avião ao descer - e ao subir não se vê bem). mas foi bom conhecer pordenone (e treinar o italiano que não tenho, birra, grazzie, prego). foi o primeiro momento realmente feliz do mês, consegui relaxar e estar com amigos, sem o stress que estava sendo madrid, tendo que falar espanhol e esse tipo de coisa. vi muitos filmes bons, incluindo DRIFTERS, que eu nunca tinha visto, e ENCOURAÇADO POTEMKIM no cinema. todos os filmes tinham acompanhamento musical, e o festival tinha outros eventos paralelos, como palestras sobre música para filmes mudos, entre outros temas para freaks como nós.

(lembrei agora do igor, meu primo, achando muito estranho existir um festival de cinema mudo, quando fiquei na sua casa em são paulo para ir à jornada do cinema silencioso - hahahaha, pois é, primo, fui até a itália pra isso).

pontos negativos do festival:
- passaram alguns filmes em formato diferente do original. o imperdoável foi a sessão de abertura com buster keaton en digibeta.
- a tela do teatro verdi, onde aconteceram todas as sessões do festival, tinha um veludo vermelho em cima que fazia uma espécia de sombra vermelha sobre a tela, que fazia com que os filmes parecessem tingidos ou manchados. não é um detalhe, incomodava bastante. num festival tão bem cuidado, é uma pena.

fora isso, foi tudo mara.

 mateus e rodrigo. espere o verde. caminho do hotel para o cineteatro onde passavem os filmes.

pracinha pela qual a gente passava todo dia.

teatro verdi, onde todas as sessões de filmes aconteciam.


lila, carlos roberto e eu tomando um "spritz".

 auto-explicativo :P